Procura leitura para o seu fim de semana?

Siga os links e fique a saber o que os(as) Fulbrighters escreveram ou disseram ao longo dos últimos dias:

Miguel Moniz, visiting scholar researcher na Universidade dos Açores, Investigador do CRIA-ISCTE/IUL e da Brown University, EUA,  desmistificou a ideia de que todos os portugueses chegaram à América em barcos baleeiros ou que a comunidade lusófona tem estado pouco envolvida nas lutas políticas e sociais: «O seu ativismo político no Massachusetts e em Rhode Island ajudou à reforma da lei da imigração nos Estados Unidos.» Não deixe de ler esta conversa.

Cecília Arraiano, visiting scholar researcher na University of Georgia, Athens, EUA, e Investigadora-Coordenadora do ITQB da Universidade Nova de Lisboa, lidera uma equipa de investigação que tem como objetivo domesticar o novo coronavírus. Em entrevista à SIC Notícias afirmou estar perto de um medicamento para o efeito e que o próximo passo será a comercialização para as grandes farmacêuticas. Obrigatório ouvir!

Paulo Rosado, mestre pela Stanford University, EUA, e CEO, criou uma empresa em 2001 que quase ninguém compreendia. Hoje, vale cerca de 9,5 mil milhões de dólares e lidera a próxima grande revolução tecnológica. Quer saber mais? Leia a reportagem no Jornal Expresso.

Luís M. Rocha, visiting scholar researcher na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa, Professor em Indiana University at Bloomington, EUA, e Diretor do Computacional Biology Collaboratorium no Instituto Gulbenkian de Ciência, criou com a sua equipa um modelo que distingue as principais interações de genes com o organismo e que, por meio da inteligência artificial, detecta as ligações redundantes: «Conseguimos explicar porque é que certos medicamentos não funcionam e outros funcionam melhor (…) a vantagem seria que, antes de se decidir qual o medicamento a dar, analisando a rede poderia saber-se qual o medicamento ideal para aquela pessoa». Mais uma boa notícia da Ciência feita em Portuga!

Tiago Santos Pereira, visiting scholar researcher em Harvard University, John F. Kennedy School of Government, EUA, e Investigador Principal no Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra;

E Pedro Magalhães, doutorado em Ciência Política pela Ohio State University, EUA, e Investigador Principal do Instituto de Ciências Sociais, em Lisboa, foram convidados do “É ou não É?”, um programa de debate da RTP1, esta semana dedicado ao tema do desconfinamento do país, confirmando que “os custos económicos, sociais e de saúde mental do confinamento foram gigantescos”. Ainda vai a tempo de ouvir esta conversa.

Por falar em saúde mental, Rui Vieira Nery, doutorado em Musicologia pela University of Texas at Austin, EUA, e Musicólogo, recitou o modernista Ângelo de Lima, “Pára-me de repente o Pensamento”, um poema, disse o Fulbrighter, “que põe o dedo na ferida” e expõe “o momento de ruptura”. Poderá ouvi-lo no último programa “Original é a Cultura”  da Sic Notícias e ler o poema aqui e agora:

Pára-me de repente o pensamento
Como se de repente sofreado
Na doida correria em que, levado,
Anda em busca da paz, do esquecimento.
Pára surpreso, escrutador, atento
Como pára um cavalo alucinado
Ante um abismo, ante seus pés rasgado.
Pára e fica e demora-se um momento
E mergulha na noite escura e fria.
Um Olhar d’Aço que na noite explora
Mas a espora da dor seu flanco estria
E ele galga e prossegue sob a espora.

(in Poesias Completas)

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