Procura leitura para o seu fim de semana?

Siga os links e fique a saber o que os(as) Fulbrighters escreveram ou disseram ao longo dos últimos dias:

Cristina Castel-Branco, visiting scholar na University of Massachusetts, Amherst, EUA, Arquiteta Paisagista e Professora do Instituto Superior de Agronomia em Lisboa, escreveu esta semana sobre o século de vida de Hirosuke Watanuki, o artista japonês de coração português, falecido no passado mês de janeiro: «Neste ano de 2021, que celebra (em atraso de um ano) os 160 anos da amizade restabelecida entre o Japão e Portugal, Watanuki é um expoente daquilo que Portugal e o Japão podem expressar ao mundo. Uma longa e profunda amizade, uma fusão possível e muito rica entre o Oriente e o Ocidente.».

Francisco Ferreira, mestre em Engenharia do Ambiente pela Virginia Polytechnic Institute and State University, Blacksburg, EUA, doutor pela Universidade Nova de Lisboa, onde também é Professor na Faculdade de Ciências e Tecnologia, defendeu ontem que a A Lei do Clima Europeia pode, e deve, vir a desempenhar um papel essencial em toda a política climática da União Europeia durante as próximas décadas; uma lei que visa o objetivo da neutralidade climática até 2050: «Contudo, é na década que temos pela frente até 2030, a mais decisiva, que se vai verdadeiramente jogar o futuro do planeta, e o (in)sucesso no combate à crise climática.». É pois um papel que pertence a tod@s!

Ainda Francisco Ferreira relembrou o desastre de Fukushima de há 10 anos: «Nos anos seguintes (…), o Japão deu uma das mais importantes respostas à crise – apesar do aumento do uso de carvão com incidências ambientais significativas, nomeadamente em termos climáticos, houve um enorme impulso para economizar energia e melhorar a eficiência energética.» E a União Europeia, como tem vindo a olhar para o nuclear? Leia o artigo e fique a saber.

Margarida Vale de Gato, visiting scholar em Georgetown University, EUA, Professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Escritora e Tradutora, observou se existirão “raças de tradutores” a propósito das manifestações contra a escolha da poeta holandesa branca Marieke Lucas Rijneveld para traduzir a obra da poeta negra Amanda Gorman, que recentemente declamou o poema The Hill we Climb na cerimónia inaugural da presidência de Joe Biden: «Talvez se encontrasse outra maneira de fazer a justiça reparadora pela falta de acesso à profissão, sem implicar comprometer, de uma maneira muito perigosa para o futuro, a latitude e o exercício (re)generativo da tradução literária (…) continuo a achar que é boa ideia vestir a pele do outro…» E a sua opinião?

Pedro Salgado, visiting scholar na University of California, Santa Cruz, EUA, e Professor da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, com as suas ilustrações científicas na forma de aguarelas originais, foi um dos autores do primeiro Guia de Peixes de Água Doce e Migradores de Portugal Continental, recentemente publicado pelas Edições Afrontamento – já conhece?

Helena Vasques, mestre em Piano Performance pela University of Tennessee, EUA, doutorada pelo ISCTE-IUL e Pianista, integra o “Trio Piazzolla Lisboa”, tendo sido  entrevistada pela TSF a propósito da memória do grande bandoneonista Astor Piazzolla: «há muita gente a tocar Piazzolla porque a energia que transmite é fabulosa.» Não deixe de a ouvir!

Também Rui Vieira Nery, doutorado em Musicologia pela University of Texas at Austin, EUA, e Musicólogo, recordou a obra de Piazzolla e o homem que a tocou: «um grande carvalho de longas, profundas e várias raízes.» Deixe-se encantar!

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