Procura leitura para o seu fim de semana?

Siga os links e fique a saber o que os(as) Fulbrighters escreveram ou disseram ao longo dos últimos dias:

Isabel Capeloa Gil, SUSI scholar na Western Michigan University, EUA, Professora Catedrática de Estudos de Cultura e Reitora da Universidade Católica Portuguesa, escreveu sobre a decadência das Humanidades, argumentando que se deve exigir um ‘novo humanismo’, «que combata a inevitabilidade das cruzadas ideológicas e culturais, sem abdicar da inspeção crítica, e assumindo a necessidade constante da reflexão e da compreensão das mudanças sociais.» Afinal, o que podem fazer as Humanidades por nós?

Diana Soller, doutorada em Ciência Política pela University of Miami, EUA, e Investigadora no Instituto Português de Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisboa, comentou a estratégia do Presidente americano Joe Biden para a Ásia: «não é perfeita… mas tem por base uma leitura histórica e uma perceção do sistema internacional que se adequam ao momento que vivemos hoje. O que não é pouca coisa.» Não concorda?

Francisco Ferreira, mestre em Engenharia do Ambiente pela Virginia Polytechnic Institute and State University, Blacksburg, EUA, doutor pela Universidade Nova de Lisboa, onde também é Professor na Faculdade de Ciências e Tecnologia, alertou para o facto de a Economia Circular não vir a fazer parte do “Plano de Recuperação e Resiliência Português” (PRR) tal como se encontra na sua versão atual. E, no entanto, «bastaria a Portugal cumprir as metas europeias de reciclagem de resíduos urbanos para criar mais de cinco mil empregos.» Um assunto caro à Comissão Fulbright Portugal e a todos vós com certeza.

Por seu turno, Mariana Álvares, SUSI student em Civic Engagement na University of South Carolina, EUA, e Assistente de projetos no  Instituto Marquês de Valle Flôr, perguntou: “O que tem um trabalhador agrícola imigrante em Portugal a ver com as alterações climáticas?” Estima-se que apenas nas regiões do Algarve e do Alentejo trabalhem cerca de 30 mil trabalhadores agrícolas imigrantes. Ora, é aqui que a questão coloca o dedo na ferida: «O modelo de produção intensiva e abusiva sustenta-se numa cadeia de produção onde o trabalhador agrícola vive em condições precárias e o proprietário agrícola é refém das leis impostas pelos compradores do grande retalho.» É urgente adoptar modelos de produção agrícola sustentável.

Vítor Cardoso, visiting scholar researcher na University of Mississipi, EUA, Investigador do Centro Multidisciplinar de Astrofísica e Gravitação (Centra) do Instituto Superior Técnico em Lisboa, onde é também Professor Catedrático, foi convidado do Programa “Filhos da Madrugada”, que passa todos os serões, até ao dia 25 de Abril, na RTP3: à semelhança da canção de Caetano Veloso, ‘Livros’, «querer saber mais é o impulso… o que se faz com muita reflexão e foco, não com tweeets ou com 100 ou 200 caracteres.», disse o Fulbrighter. Não deixe de o ouvir e, entretanto, relembremos esse excerto maravilhoso em português:

Mas os livros que em nossa vida entraram
São como a radiação de um corpo negro
Apontando pra expansão do Universo
Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso
(E, sem dúvida, sobretudo o verso)
É o que pode lançar mundos no mundo.

(Caetano Veloso, 1997)

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