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Siga os links e leia as notícias e os testemunhos dos(as) Fulbrighters sobre o “dia que mudou o mundo”: remembering 9/11

Ana Isabel Xavier, SUSI scholar em International Relations & Political Science no Institute for Training and Development Amherst, EUA,  e Filipe Pathé Duarte fizeram parte de um painel de especialistas que concluiu que a Al-Qaeda pode estar mais fragilizada mas não deixa de constituir um risco de segurança: «tem menor capacidade de execução e operacionalidade» (Xavier), contudo, «[passou] o seu centro de gravidade da estrutura para a ideologia. E isso permite que, em teoria, qualquer um que beba da ideia, possa ser um ‘jihadista’» (Pathé Duarte).

Ainda Filipe Pathé Duarte, SUSI scholar em National Security and Policymaking na University of Delaware, EUA, Professor no Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna e na Universidade Autónoma de Lisboa, fez um apanhado daquilo que 20 anos depois do 11 de Setembro os Estados continuam a não compreender: «O medo e a polarização ajudaram ao ressurgir de políticas extremistas. (…) exacerbam-se as tensões entre os vários países, gerando uma reacção defensiva e agressiva, que porá em causa os vários acordos de solidariedade política…».

Diana Soller, doutorada em Ciência Política pela University of Miami, EUA, e Investigadora no Instituto Português de Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisboa, designou o 11 de Setembro como o “dia mais longo”, até agora, do século XXI: «Na minha geração todos sabemos onde é que estávamos quando ouvimos a notícia e/ou quando olhámos para aquelas imagens pela primeira vez. Todos sentimos que o mundo estava a mudar à frente dos nossos olhos, mas ninguém sabia verdadeiramente de que forma.».

José Carlos Espada, alumnus do Salzburg Seminar in Journalism e Professor Catedrático de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, afirmou que vinte anos depois do 11 de Setembro continua a valer a pena defender a Democracia: «[a] emergência de tribalismos populistas (…) é apenas a expressão mais patente e grosseira de um fenómeno mais fundo e mais grave: o abandono – ou o esquecimento, ou a simples ignorância – dos valores ancestrais do Ocidente e da democracia liberal.».

Luís Lobo-Fernandes, doutorado pela University of Cincinnati, EUA, visiting scholar no Departamento de Political Science da University of Washington, EUA, e Professor Catedrático da Universidade do Minho, defendeu a hipótese de o 11 de Setembro ter sido uma “manifestação premonitória dos conflitos pós-modernos”: «[ultrapassou] o plano vertical das batalhas clássicas entre países, marcado por acções militares abertas, para uma lógica horizontal, multidimensional, integrando as componentes civil, psicológica, ideológica e outras.». O “neoterrorismo”, como designado pelo Fulbrighter.

Marcelo Rebelo de Sousa, alumnus do Salzburg Seminar in American Studies, Presidente da República Portuguesa, em depoimento ao Jornal Público assinalou a data de 11 de Setembro, recordando onde estava e quando soube do primeiro embate: «Vinte anos volvidos, recordar onde estávamos e o que sentimos em 11 de Setembro – cada qual à sua maneira – é evocar o mundo que existia, o abalo irreversível que sofreu esse mundo, e o ponto em que nos encontramos hoje, na ressaca do sucedido no Afeganistão.».

Uma reflexão que também nós, Comissão Fulbright e Bolseiros(as) fizemos: leia os testemunhos completos, aqui.

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