Quem são e como vivem os Portugueses em 2020? Este foi o mote da conferência inaugural  que celebrou os 10 anos da Pordata, a base de dados de Portugal contemporâneo, organizada e desenvolvida pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.

A Fulbright, a celebrar no próximo mês de março 60 anos de vida em Portugal, foi assistir ao evento para compreender melhor, por exemplo, se há hoje igualdade de oportunidades na educação. Estará este “elevador social” a funcionar? E como podemos, enquanto coletivo, reduzir as desigualdades?

David Bloom, Professor de Economia e Demografia na Harvard School of Public Health e Fulbrighter Americano, foi o orador principal desta conferência, centrando-se nas mudanças “dramáticas” na demografia portuguesa:  “O número de supercentenários [ou seja, pessoas que chegam aos 110 anos] vai aumentar em Portugal”, disse o norte-americano. De facto, olhando para a pirâmide etária ao longo das décadas no nosso país, as diferenças são tão acentuadas que a figura passa a ser uma pirâmide invertida. Bloom deixou, contudo, uma mensagem otimista:  é possível, com políticas públicas, inovações tecnológicas e institucionais, interferir na demografia. A chave, disse, é o planeamento e a educação.

No que respeita aos Fulbrighters Portugueses, sabemos que atualmente apresentam uma maior diversidade: são oriundos de diferentes origens sociais e de vários pontos do país, de norte a sul, incluindo as regiões autónomas.  Há cada vez mais mulheres a candidatarem-se às bolsas do Programa e a faixa etária é, por sua vez, cada vez mais jovem, concentrando-se agora entre os 20-30 anos. Chegam-nos de diversas áreas de estudo. No entanto, se há uma década eram as humanidades que predominavam, são as ciências exatas que começam agora a impor-se

Sabemos que os Portugueses estão mais instruídos e qualificados, mas também mais envelhecidos. À partida, muitos de nós poderão já ambicionar chegar aos 81,6 anos de idade. Ora, perante uma população mais envelhecida, que modelo de Estado será uma melhor opção? Que modelo de Educação? É pois certo que precisaremos de uma população instruída e capaz de ajudar o país a providenciar uma aprendizagem ao longo da vida e de qualidade para todos, reforçando as capacidades de Portugal para proporcionar uma educação inclusiva.

Desafios contemporâneos e relevantes para a vida diária.

Partilhar: